Olá! Continuando nossa série sobre Branding para Startups, vamos falar um pouco mais sobre Branding. No último post, entendemos um pouco mais sobre o conceito de Startups. Se você ainda não leu, clique aqui. Então, o que seria exatamente esse tal de Branding?

Qual o Real Conceito de Branding?

À primeira vista, quando exploramos o conceito de Branding, a primeira tentação é concluir que o mesmo está relacionado à criação de um logo seguido por um conceito de identidade visual bem resolvido.

Neste momento gostaria de fazer uma pausa para uma colocação: isso não é Branding! Muitos sites vendem essa ideia pela internet, buscando cobrar o preço mais baixo possível a fim de entregar um arquivo de Photoshop ou qualquer outro similar.

Branding, de forma simplificada, porém completa, pode ser entendido como a construção de um conceito que estabelece uma relação entre a proposta de valor e os clientes chave.

O cérebro humano é bastante complexo e quando se trata de informações ele possui uma forma bastante interessante de funcionamento. Lidamos diariamente com diversos fragmentos de informação, fragmentos estes que nosso cérebro faz o favor de organizar em grandes temas, a fim de que ao serem catalogados, os mesmos estejam acessíveis de maneira mais imediata quando necessário, e é aí que o Branding possui uma importância sem igual! Ao criar um conceito, uma marca, estamos criando um novo tema para agrupar informações sobre um dado serviço em nossos cérebros, e nos cérebros de nossos clientes e futuros clientes. Um exemplo é: ao ouvirmos a palavra “lactobacilos vivos são importantes para a saúde da flora intestinal”, rapidamente associaremos ao fato de “tomar Yakult ser saudável e importante para a nossa saúde intestinal”.

Fazer este trabalho de forma completa não é algo nada fácil, sendo que podem ser utilizadas algumas etapas para auxiliar:

  1. Desenhe de forma precisa a sua proposta de valor: Conhecemos muitos empreendedores e donos de pequenos negócios que ao serem questionados a respeito do propósito das suas ações ficam completamente perdidos!
  2. Entenda os seus clientes chave: Não conhecer o seu público consumidor pode ser comparado a atirar no escuro, você pode acertar mas a probabilidade está contra você! Uma boa metodologia que pode ser explorada é a criação de Personas (vamos explorar com profundidade esta ferramenta futuramente! Se você não aguentar esperar, marque um horário conosco em nosso espaço, teremos um prazer enorme em explicar sem qualquer custo!)
  3. Qual é a sua causa? Como você quer se posicionar?: Fazer algo vago, sem uma causa clara, pode aumentar o risco da sua empresa cair no caso do Benefício Funcional e só. Faça a diferença no meio em que você está inserido, a admiração das pessoas pela sua causa pode ser a diferença entre contratá-lo ou contratar um concorrente muito mais interessante.

A partir das respostas para estas perguntas (não se engane, não é algo que pode ser respondido de forma impensada e irresponsável, estas respostas podem definir o futuro da sua empresa), você pode iniciar a etapa mais tradicionalmente conhecida, de criação de uma marca e de uma identidade visual.

Estes direcionamentos também possuem um papel fundamental na escolha das estratégias mais efetivas de divulgação, algo extremamente importante para um empreendedor de startup, com recursos altamente limitados, em geral muito mais disponíveis para o desenvolvimento do produto do que para gastos com material de publicidade. Conhecer o seu público, e seu mercado, irá direcionar de forma muito mais inteligente as suas decisões de investimento, e para uma empresa emergente isso pode fazer totalmente a diferença!

No próximo post vamos falar sobre quando começar a investir nestes dois aspectos!

E aí, tem mais alguma ideia sobre Branding que não falamos? Comente e deixe-nos saber!

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